Vou escrever uma série de posts (curtos) sobre como foi minha jornada para me tornar um empreendedor, e quais as dificuldades que passei no processo. Acredito que muitos outros já escreveram sobre o mesmo tópico, mas também acredito que mais um post sobre isso na net não vai prejudicar e só somar para aqueles que buscam informações a respeito desse assunto desafio.

Eu sempre tive uma carreira de freelancer, ao lado da minha carreira como técnico de TI e programador. Comecei essa prática paralela por volta de 2008, que foi crescendo e gerando frutos bem devagarinho. Naquela época, eu não tinha nenhuma intenção de ser totalmente independente de um emprego e fazer parte do quadro de empregadores, pois eu só queria aquele dinheiro extra que nos ajuda a conquistar sonhos e participar de coisas que só com o salário não era possível por causa das outras obrigações que todos temos.

Em 2010 conheci minha super parceira e atualmente esposa (Cristina Simão), que juntos pudemos abranger os tipos de projetos que pegávamos como freela. Ela trabalhando toda a questão de comunicação, marketing e design, e eu batendo a mão no teclado programando. Pudemos dividir conhecimentos e conquistar novos clientes, trazendo mais um pouco daquela grana extra que sempre ajuda…

Dois anos depois, ela foi indicada para um atual cliente, que mudou completamente a minha visão sobre essa carreira de freelancer e sobre como lidar com as coisas. Depois de negociar todo o trabalho, veio a primeira pergunta em forma de barreira: “Vocês têm uma empresa? Nós não trabalhamos sem nota fiscal” – Ó DEUS!!! E agora? O projeto era ótimo, o cliente é ótimo e a oportunidade para crescer era enorme… O que fazer?

O próprio cliente nos indicou abrir uma empresa como micro empreendedor individual, porque de acordo com ele, paga-se cerca de R$ 40 em impostos mensalmente, e nada mais, além de não precisar de um contador. Era perfeito, pois na minha cabeça eu poderia ter um CNPJ sem ter que investir muito $$$ mensalmente, seria possível pagar para a empresa existir com meu próprio salário.

A primeira decepção

Após conversar muito com a Cris, decidimos que era uma oportunidade para não se perder, e que tínhamos garra suficiente para encarar o tamanho do projeto e as condições com as quais ele vinha, mesmo tendo nossos empregos. Fomos atrás de informações sobre o MEI, e descobrimos que antes de começar tudo, você precisa ter um endereço para a empresa e pelo menos uma atividade escolhida…

As atividades, nós pesquisamos neste site: http://www.cnae.ibge.gov.br/

No nosso caso, apenas uma atividade foi suficiente para atender ao que propusemos como negócio para a empresa que abriríamos. Agora, quanto ao endereço, foi onde tivemos o primeiro impedimento, pois a rua era considerada apenas residencial pela prefeitura, e não poderia ter uma empresa lá.

Conversando com um contador, fomos orientados a abrir um pedido de atualização cadastral da rua, para que ela se torne uma rua mista, podendo existir residências e comércio ao mesmo tempo. O único problema é que o resultado desse pedido, que tinha 15 dias de prazo, ficou 30 sem resposta.

Mais uma vez sob orientação do contador, voltamos na prefeitura para abrir um recurso, como tentativa de agilizar o processo… outros 15 dias de prazo, outros 30 sem resposta.

Um cliente me recomendou esquecer este endereço que eu estava tentando usar e pedir para alguém de confiança para que eu pudesse usar o endereço onde morasse, pois seria apenas para receber correspondências já que eu posso trabalhar de casa e não teria funcionários. Nem com fiscalização eu precisaria preocupar de acordo com ele… Mas preferimos ter fé no pedido da prefeitura e recorremos a ouvidoria geral, como outra tentativa de agilizar o processo… outros 15 dias de prazo, e mais uma vez nenhuma resposta.

O pior de tudo, é que já estávamos trabalhando para o cliente que exigia nota fiscal, já precisávamos emitir a primeira delas e nem tínhamos conseguido começar o processo de abertura da empresa, porque a burocracia e lentidão da prefeitura não permitia…

No próximo post continuarei a história! Espero que acompanhem e curtam.

(Continue lendo a história: http://blog.heitorsilva.com/geral/a-jornada-do-empreendedor-parte-2/)

6 thoughts on “A jornada do empreendedor – Parte 1

  1. Irei acompanhar!
    Obs: se possível, acrescente o plugin social aqui, para comentar usando conta do facebook, ele faz tudo sozinho e facilita a vida para comentar.

  2. Heitor, eu tenho muito orgulho de você! Espero que você e a Cris construam algo muito grande, do qual vocês dois se orgulhem muito ainda.
    Parabéns! Embora seja um post antigo, eu tô super satisfeita de saber que você cresce mais a cada dia.
    Você merece! Tô muito orgulhosa de você!!!!!!!

    Abraço
    Little Point/Somebody.

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